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terça-feira, 20 de novembro de 2007

Lei de Murphy


Um atalho é sempre a distância mais longa entre dois pontos.
A beleza está ? flor da pele, mas a feiúra vai até o osso!
Nada é tão fácil quanto parece, nem tão difícil quanto a explicação do manual.
Tudo leva mais tempo do que todo o tempo que você tem disponível.
Se há possibilidade de várias coisas darem errado, todas darão - ou a que causar mais prejuízo.
Se você perceber que uma coisa pode dar errada de 4 maneiras e conseguir driblá-las, uma quinta surgirá do nada.
Seja qual for o resultado, haverá sempre alguém para:
a) interpretá-lo mal;
b) falsificá-lo;
c) dizer que já tinha previsto tudo em seu último relatório;
Quando um trabalho é mal feito, qualquer tentativa de melhorá-lo piora-o ainda mais.
Acontecimentos infelizes sempre ocorrem em série
Toda vez que se menciona alguma coisa: se é bom, acaba; se é mal, acontece.
Em qualquer fórmula, as constantes (especialmente as registradas nos manuais de engenharia) deverão ser consideradas variáveis.
As peças que exigem maior manutenção ficarão no local mais inacessível do aparelho
Se você tem alguma coisa há muito tempo, pode jogar fora. Se você joga fora alguma coisa que tem há muito tempo, vai precisar dela logo, logo…
O modo mais rápido de se encontrar uma coisa é procurar outra. Você sempre encontra aquilo que não está procurando.
Quando te ligam
a) se você tem caneta não tem papel
b) se tem papel não tem caneta
c) se tem ambos ninguém liga.
Não se chateie se a programação da TV lhe parece chata: amanhã será pior.
Entre dois acontecimentos prováveis, sempre acontece um improvável.
Quase tudo é mais fácil de enfiar do que de tirar.
Mesmo o objeto mais inanimado tem movimento suficiente para ficar na sua frente e provocar uma canelada.
Qualquer esforço para se agarrar um objeto em queda provocará mais destruição do que se deixássemos o objeto cair naturalmente.
A única falta que o juiz de futebol apita com absoluta certeza é aquela em que ele está absolutamente errado.
Por mais bem feito que seja o seu trabalho, o patrão sempre achará onde riscá-lo.
Nenhum patrão mantém um empregado que está certo o tempo todo.
Adiar é a forma mais perfeita de negar.
Quando político fala em corrupção, os verbos são sempre usados no passado.
Se você for esperar o motivo certo para fazer alguma coisa, nunca fará nada.
Os assuntos mais simples são aqueles que você não entende nada.
Dois monólogos não fazem um diálogo.
Se você é capaz de distinguir entre o bom e o mal conselho, você não precisa de conselho..
Para o bom executivo, todas as regras foram feitas para serem rompidas sempre que necessário.
Crie uma praga e ofereça-se imediatamente como o salvador da lavoura.
Nunca avise que a declaração que vai fazer é importante.
Toda a idéia revolucionária provoca três estágios:
a. ‘é impossível - não perca meu tempo.’
b. ‘é possível, mas não vale o esforço’
c. ‘eu sempre disse que era uma boa idéia’
A informação que obriga a uma mudança radical no projeto sempre chega ao projetista depois do trabalho terminado, executado e funcionando maravilhosamente (também conhecida como síndrome do: “P****! Mas só agora!!!”).
Um homem com um relógio sabe a hora certa. Um homem com dois relógios sabe apenas a média.
Só sabe a profundidade da poça quem cai nela.
Nada é impossível para quem não tem que fazer o trabalho.
Ciência exata é profetizar sobre o que já aconteceu.
Se há um trabalho difícil de ser feito, entregue-o a um preguiçoso. Ele descobrirá a maneira mais fácil de fazê-lo.
Quando se tem muito tempo para começar um trabalho, o primeiro esforço é mínimo. Quando o tempo se reduz a zero, o esforço beira as raias do infinito.
Nada jamais é executado dentro do prazo ou do orçamento.
As variáveis variam menos que as constantes.
Não é possível alcançar o total exato de qualquer soma com mais de dez parcelas depois das cinco horas da tarde de sexta feira. O total exato será encontrado facilmente as 8:01 da manhã de segunda feira.
Entregas de caminhão que normalmente levam um dia levarão cinco quando você depender da entrega.
Depois de acrescentar ao cronograma duas semanas paras atrasos imprevisíveis, acrescente mais duas para atrasos previsíveis.
Assim que tiver esgotado todas as suas possibilidades e confessado seu fracasso, haverá uma solução simples e óbvia, claramente visível a qualquer outro idiota.
Qualquer programa quando começa a funcionar já está obsoleto.
Qualquer upgrade custa mais e leva mais tempo para aprender.
Só quando um programa já está sendo usado há seis meses, é que se descobre um erro fundamental.
Depois da linguagem cibernética, a linguagem mais falada pelos programadores é a obscena.
A ferramenta quando cai no chão sempre rola para o canto mais inacessível do aposento. A caminho do canto, a ferramenta acerta primeiro o seu dedão.
Só um idiota tem talento típico para plagiar outro idiota.
Guia prático para a ciência moderna:
a. Se se mexe, pertence ? biologia.
b. Se fede, pertence ? química.
c. Se não funciona, pertence ? física.
d. Se ninguém entende, é matemática.
e. Se não faz sentido, é economia ou psicologia.
A diferença entre as leis de Murphy e as leis da natureza é que na natureza as coisas dão erradas sempre do mesmo jeito.
O número de exceções sempre ultrapassa o numero de regras. E há sempre exceções ? s exceções já estabelecidas.
Ninguém nunca está ouvindo, até você cometer um erro.
Qualquer coisa entre parênteses pode ser ignorada (com vantagem, como vê neste exemplo perfeitamente inútil).
Se o curso que você desejava fazer só tem n vagas, pode ter certeza de que você será o candidato n + 1 a tentar se matricular.
Oitenta por cento do exame final da sua prova da faculdade será baseada na única aula que você perdeu, baseada no único livro que você não leu.
Cada professor parte do pressuposto de que você não tem mais o que fazer, senão estudar a matéria dele.
A citação mais valiosa para a sua redação será aquela em que você não consegue lembrar o nome do autor.
Não há melhor momento do que hoje para deixar para amanhã o que você não vai fazer nunca.
A maioria dos trabalhos manual exige três mãos para serem executados.
As porcas que sobraram de um trabalho nunca se encaixam nos parafusos que também sobraram.
Quanto mais cuidadosamente você planejar um trabalho, maior será sua confusão mental quando algo der errado.
Os pontos de acesso a uma máquina serão sempre pequenos demais para a passagem das ferramentas, ou grandes para passagem delas, mas não suficiente para a passagem de sua mão quando elas caírem.
Em qualquer circuito eletrônico, o componente de vida mais curta será instalado no lugar de mais difícil acesso.
Qualquer desenho de circuito eletrônico deve conter pelo menos: uma peça obsoleta, duas impossíveis de encontrar, e três ainda sendo testadas (por você, é claro).
Na última hora o engenheiro industrial mudará os desenhos originais para incluir novos defeitos. E as modificações não serão mencionadas no manual de instruções, já impresso.
O tempo para executar uma tarefa é 3 vezes superior ao tempo inicialmente previsto. Se, ao calcular a duração da tarefa, multiplicarmos por 3 o tempo previsto de modo a obter o resultado correto, nesse caso, a tarefa demorará 9 vezes esse tempo.
Uma gravata limpa sempre atrai a sopa do dia.
Se está escrito “Tamanho único”, é porque não serve em ninguém.
Se o sapato serve, é feio!
Nunca há horas suficientes em um dia, mas sempre há muitos dias antes do sábado.
Todo corpo mergulhado numa banheira faz tocar o telefone.
Se alguma coisa pode dar errada, dará. E mais, dará errado da pior maneira, no pior momento e de modo que cause o maior dano possível.
A informação mais necessária é sempre a menos disponível.
A probabilidade de o pão cair com o lado da manteiga virado para baixo é proporcional ao valor do carpete.
Gato sempre cai em pé. Não adianta amarrar o pão com manteiga nas costas do gato e o jogar no carpete. Provavelmente o gato comerá o pão antes de cair… em pé.
A fila do lado sempre anda mais rápida.
As coisas podem piorar, você é que não tem imaginação.
O material é danificado segundo a proporção direta do seu valor.
Se você está se sentindo bem, não se preocupe. Isso passa.
Lei de Murphy no ciclismo: não importa para onde você vai; é sempre morro acima e contra o vento.
Por mais tomadas que se tenham em casa, os móveis estão sempre na frente.
Existem dois tipos de esparadrapo: o que não gruda, e o que não sai.
Uma pessoa saudável é aquela que não foi suficientemente examinada.
Tudo que é bom na vida é ilegal, imoral ou engorda.
Por que será que números errados nunca estão ocupados?
Mas você nunca vai usar todo esse espaço de Winchester!
Se você não está confuso, não está prestando atenção.
Na guerra, o inimigo ataca em duas ocasiões: quando ele está preparado, e quando você não está.
Lei de Murphy na escola: se for prova com consulta, você esquecerá seu livro; se for lição de casa, esquecerá onde mora.
Amigos vêm e se vão, inimigos se acumulam.
A Lei de Murphy é algo transcendente. Lavar o seu carro para fazer com que chova não funciona.
Um documento importante irá demonstrar sua importância quando, espontaneamente, ele se mover do lugar que você o deixou para o lugar onde você não irá encontrá-lo.
As crianças são incríveis. Em geral, elas repetem palavra por palavra aquilo que você não deveria ter dito.
Uma maneira de se parar um cavalo de corrida é apostar nele.
Toda partícula que voa sempre encontra um olho.
Sorria! Amanhã será pior.

domingo, 14 de outubro de 2007

LEIA-ME

Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador. Um substantivo masculino, com um aspecto plural, com alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. E o artigo era bem definido, feminino, singular: era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal. Era ingênua, silábica, um pouco átona, até ao contrário dele: um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanáticos por leituras e filmes ortográficos. O substantivo gostou dessa situação: os dois sozinhos, num lugar sem ninguém ver e ouvir. E sem perder essa oportunidade, começou a se insinuar, a perguntar, a conversar. O artigo feminino deixou as reticências de lado, e permitiu esse pequeno índice. De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro: ótimo, pensou o substantivo, mais um bom motivo para provocar alguns sinônimos. Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeça a se movimentar: só que em vez de descer, sobe e pára justamente no andar do substantivo. Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela em seu aposto. Ligou o fonema e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, bem suave e gostosa. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela. Ficaram conversando, sentados num vocativo, quando ele começou outra vez a se insinuar. Ela foi deixando, ele foi usando seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo, todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo direto. Começaram a se aproximar, ela tremendo de vocabulário, e ele sentindo seu ditongo crescente: se abraçaram, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples passaria entre os dois. Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula; ele não perdeu o ritmo e sugeriu uma ou outra soletrada em seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por essas palavras, estava totalmente oxítona às vontades dele, e foram para o comum de dois gêneros. Ela totalmente voz passiva, ele voz ativa. Entre beijos, carícias, parônimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais: ficaram uns minutos nessa próclise, e ele, com todo o seu predicativo do objeto, ia tomando conta. Estavam na posição de primeira e segunda pessoa do singular, ela era um perfeito agente da passiva, ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular. Nisso a porta abriu repentinamente. Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo, e entrou dando conjunções e adjetivos nos dois, que se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas. Mas ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tônica, ou melhor, subtônica, o verbo auxiliar diminuiu seus advérbios e declarou o seu particípio na história. Os dois se olharam, e viram que isso era melhor do que uma metáfora por todo o edifício. O verbo auxiliar se entusiasmou e mostrou o seu adjunto adnominal. Que loucura, minha gente. Aquilo não era nem comparativo: era um superlativo absoluto. Foi se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado para seus objetos. Foi chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo, propondo claramente uma mesóclise-a-trois. Só que as condições eram estas: enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria ao gerúndio do substantivo, e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino. O substantivo, vendo que poderia se transformar num artigo indefinido depois dessa, pensando em seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história: agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, jogou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva. **

domingo, 7 de outubro de 2007

DIVERSAS

Fantasmagórico

O escândalo das escolas-fantasma que tiveram o pagamento dos valores contratados devidamente efetuado em favor de três empresas, apesar das obras não existirem envolve as últimas administrações. Escolas que iniciaram suas obras com Alfredo passou por Carijó e Serafim absolutamente não existem. Ao menos é o que confessou o secretário José Dantas Cyrino, no plenário da Câmara Municipal, ao reconhecer publicamente que autorizou o pagamento das obras, quase dois milhões de reais.

Tudo a perder

O atual secretário não mandou ninguém dar uma olhada para checar se as salas de aula estavam de acordo com seu projeto pedagógico. O fato é que o escândalo veio à tona, é assustador, antigo e tem munição para mandar ao espaço o maior patrimônio que o prefeito Serafim amealhou ao longo de toda a vida: sua reputação.

Tiro pela culatra

A publicidade do governo estadual na revista Veja, sobre a nova modalidade do assistencialismo ambiental, o programa Bolsa Floresta, pode ser um tiro pela culatra ao serem reveladas as reais e precárias condições da rede pública de ensino no beiradão. Sem falar nas condições de miséria absoluta que vivem os ribeirinhos.

Vinculação virtual

Vincular a concessão dos R$ 50,00 do Bolsa Floresta à permanência dos alunos em sala de aula pode ser um veto generalizado na absoluta maioria dos municípios ribeirinhos, onde as distâncias e a freqüente ausência de escolas tornam até difícil fiscalizar a iniciativa.

Transporte coletivo

Nem as moscas mudaram nos resíduos sólidos (leia-se lixo!) da licitação da prefeitura que
escolheu os novos responsáveis pela oferta dos serviços de transporte na cidade. As empresas são as mesmas e nada sugere que elas vão modificar a rotina de ônibus precários, sujos e atrasados que atormentam o cotidiano dos usuários do município.

Vacilo popular

O PP acaba de abris as portas para o prefeito de Coari, Adail Pinheiro, discretamente enxotado do PMDB de Eduardo Braga. Uma filiação que deixou atônita e exasperada grande parte da composição deste partido de tantas glórias, realizações e coerência no Amazonas.

Rebecca

Candidata a prefeita de Manaus com nome limpo e empenhada desde já em identificar e levantar recursos públicos e privados para a solução da tragédia dos transportes em Manaus, para a construção do metrô de superfície, terá que conviver com um companheiro que é campeão nacional na contravenção e na gestão de recursos públicos.

Ninguém merece !!!

· Não nos cabe apreciar as razões do ingresso de Adail Pinheiro no PP de Chico Garcia, com quem o Maskate mantém uma respeitosa e afetuosa relação.
· Nem iremos associar formalmente nossa crítica e denúncia de forma mecânica e sem critérios e fatos.
· Nossas restrições ao prefeito de Coari são as mesmas da sociedade e estão baseadas nos mesmos e alentados processos que investigam escabrosas acusações.
· Isso não significa que mudaremos a priori nossa avaliação positiva da trajetória parlamentar de Garcia e Rebecca, até aqui coberta de acertos e avanços na defesa de nossa gente!
fonte: maskate

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

"Aquecimento Global é terrorismo climático"

Pesquisador diz que tendência dos próximos anos é o esfriamento da Terra e que efeito estufa é tese manipulada pelos países ricosPor RODRIGO RANGEL
O professor Luiz Carlos Molion é daqueles cientistas que não temem nadar contra a corrente. Na Rio 92 (ou Eco 92), quando o planeta discutia o aumento do buraco na camada de ozônio, ele defendeu que não havia motivo para tamanha preocupação.
Numa conferência, peitou o badalado mexicano Mario Molina, mais tarde Nobel de Química, um dos primeiros a fazer o alerta. Agora, a guerra acadêmica de Molion tem outro nome: aquecimento global. Pós-doutor em meteorologia formado na Inglaterra e nos Estados Unidos, membro do Instituto de Estudos Avançados de Berlim e representante da América Latina na Organização Meteorológica Mundial, esse paulista de 61 anos defende com veemência a tese de que a temperatura do planeta não está subindo e que a ação do homem, com a emissão crescente de gás carbônico (CO2) e outros poluentes, nada tem a ver com o propalado aquecimento global. Boa notícia?
Nem tanto, diz. Molion sustenta que está em marcha um processo de resfriamento do planeta. "Estamos entrando numa nova era glacial, o que para o Brasil poderá ser pior", pontifica. Para Molion, por trás da propagação catastrófica do aquecimento global há um movimento dos países ricos para frear o desenvolvimento dos emergentes. O professor ainda faz uma reclamação: diz que cientistas contrários à tese estão escanteados pelas fontes de financiamento de pesquisa.
ISTOÉ - Com base em que o sr. diz que não há aquecimento global? Molion - É difícil dizer que o aquecimento é global. O Hemisfério Sul é diferente do Hemisfério Norte, e a partir disso é complicado pegar uma temperatura e falar em temperatura média global. Os dados dos 44 Estados contíguos dos EUA, que têm uma rede de medição bem mantida, mostram que nas décadas de 30 e 40 as temperaturas foram mais elevadas que agora. A maior divergência está no fato de quererem imputar esse aquecimento às atividades humanas, particularmente à queima de combustíveis fósseis, como petróleo e carvão, e à agricultura, atrás da agropecuária, que libera metano. Quando a gente olha a série temporal de 150 anos usada pelos defensores da tese do aquecimento, vê claramente que houve um período, entre 1925 e 1946, em que a temperatura média global sofreu um aumento de cerca de 0,4 grau centígrado. Aí a pergunta é: esse aquecimento foi devido ao CO2?
Como, se nessa época o homem liberava para a atmosfera menos de 10% do que libera hoje? Depois, no pós-guerra, quando a atividade industrial aumentou, e o consumo de petróleo também, houve uma queda nas temperaturas.
ISTOÉ - Qual seria a origem das variações de temperatura? Molion - Há dez anos, descobriu-se que o Oceano Pacífico tem um modo muito singular na variação da sua temperatura.
Me parece lógico que o Pacífico interfira no clima global. Primeiro, a atmosfera terrestre é aquecida por debaixo, ou seja, temos temperaturas mais altas aqui na superfície e à medida que você sobe a temperatura vai caindo - na altura em que voa um jato comercial, por exemplo, a temperatura externa chega a 45 ou 50 graus abaixo de zero. Ora, o Pacífico ocupa um terço da superfície terrestre. Juntando isso tudo, claro está que, se houver uma variação na temperatura da superfície do Pacífico, vai afetar o clima.
ISTOÉ - O IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática, da ONU) está errado?Molion - O painel não leva em consideração todos os dados. Outra coisa que incomoda bastante, e que o Al Gore [exvice- presidente dos EUA e estrela do documentário Uma verdade inconveniente, sobre mudanças no clima] usa muito, é a concentração de CO2. O IPCC diz claramente que a concentração atingida em 2005, de 339 partes por milhão, ou ppm, foi a maior dos últimos 650 mil anos. Isso é uma coisa ridícula. Eles usam uma série iniciada em 1957 e não fazem menção a medições de concentração de gás carbônico anteriores. É como se nunca ninguém tivesse se preocupado com isso.
O aumento de CO2 não é um fenômeno novo. Nos últimos 150 anos, já chegou a 550, 600 ppm.
Como é que se jogam fora essas medidas? Só porque não interessam ao argumento? O leigo, quando vê a coisa da maneira que é apresentada, pensa que só começaram a medir nos últimos 50 anos. O Al Gore usou no filme a curva do CO2 lá embaixo há 650 mil anos e, agora, decolando. Ridículo, palhaço.
ISTOÉ - Esses temores são cíclicos? Molion - Eu tenho fotos da capa da Time em 1945 que dizia: "O mundo está fervendo." Depois, em 1947, as manchetes diziam que estávamos indo para uma nova era glacial. Agora, de novo se fala em aquecimento. Não é que os eventos sejam cíclicos, porque existem muitos fatores que interferem no clima global.
Sem exagero, eu digo que o clima da Terra é resultante de tudo o que ocorre no universo. Se a poeira de uma supernova que explodiu há 15 milhões de anos for densa e passar entre o Sol e a Terra, vai reduzir a entrada de radiação solar no sistema e mudar o clima. Esse ciclo de aquecimento muito provavelmente já terminou em 1998. Existem evidências, por medidas feitas via satélite e por cruzeiros de navio, de que o oceano Pacífico está se aquecendo fora dos trópicos - daí o derretimento das geleiras - e o Pacífico tropical está esfriando, o que significa que estamos entrando numa nova fase fria. Quando esfria é pior para nós.
ISTOÉ - Por que é pior? Molion - Porque quando a atmosfera fica fria ela tem menor capacidade de reter umidade e aí chove menos. Eu gostaria que aquecesse realmente porque, durante o período quente, os totais pluviométricos foram maiores, enquanto de 1946 a 1976 a chuva no Brasil como um todo ficou reduzida.
O aumento de CO2 não é novo. Nos últimos 150 anos, já atingiu 600 ppm. Mas o Al Gore usou a curva do CO2 de 650 mil anos atrás
ISTOÉ - No que isso pode interferir na vida do brasileiro? Molion - As conseqüências para o Brasil são drásticas. O Sul e o Sudeste devem sofrer uma redução de chuvas da ordem de 10% a 20%, dependendo da região. Mas vai ter invernos em que a freqüência de massas de ar polar vai ser maior, provocando uma freqüência maior de geadas. A Amazônia vai ter uma redução de chuvas e, principalmente, a Amazônia oriental e o sul da Amazônia vão ter uma freqüência maior de seca, como foi a de 2005. O Nordeste vai sofrer redução de chuva. O que mais me preocupa é que, do ponto de vista da agricultura, as regiões sul do Maranhão, leste e sudeste do Pará, Tocantins e Piauí são as que apresentam sinais mais fortes. Essas regiões preocupam porque são a fronteira de expansão da soja brasileira. A precipitação vai reduzir e certamente vai haver redução de produtividade. Infelizmente, para o Brasil é pior do que seria se houvesse o aquecimento.
ISTOÉ - A quem interessaria o discurso do "aquecimento"? Molion - Quando eu digo que muito provavelmente estamos num processo de resfriamento, eu faço por meio de dados. O IPCC, o nome já diz, é constituído de pessoas que são designadas por seus governos. Os representantes do G-7 não vão aleatoriamente. Vão defender os interesses de seus governos. No momento em que começa uma pressão desse tipo, eu digo que já vi esse filme antes, na época do discurso da destruição da camada de ozônio pelos CFCs, os compostos de clorofluorcarbonos. Os CFCs tinham perdido o direito de patente e haviam se tornado domínio público. Aí inventaram a história de que esses compostos estavam destruindo a camada de ozônio. Começou exatamente com a mesma fórmula de agora. Em 1987, sob liderança da Margaret Thatcher, fizeram uma reunião em Montreal de onde saiu um protocolo que obrigava os países subdesenvolvidos a eliminar os CFCs. O Brasil assinou. Depois, ficamos sabendo que assinou porque foi uma das condições impostas pelo FMI para renovar a dívida externa brasileira. É claro que o interesse por trás disso certamente não é conservacionista.
ISTOÉ - Mas reduzir a emissão de CFCs não foi uma medida importante?Molion - O Al Gore no filme dele diz "nós resolvemos um problema muito crucial que foi a destruição da camada de ozônio". Como resolveram, se cientistas da época diziam que a camada de ozônio só se recuperaria depois de 2100?
Na Eco 92, eu disse que se tratava de uma atitude neocolonialista. No colonialismo tradicional se colocam tropas para manter a ordem e o domínio. No neocolonialismo a dominação é pela tecnologia, pela economia e, agora, por um terrorismo climático como é esse aquecimento global. O fato é que agora a indústria, que está na Inglaterra, França, Alemanha, no Canadá, nos Estados Unidos, tem gases substitutos e cobra royalties de propriedade. E ninguém fala mais em problema na camada de ozônio, sendo que, na realidade, a previsão é de que agora em outubro o buraco será um dos maiores da história.
ISTOÉ - O sr. também vê interesses econômicos por trás do diagnóstico do aquecimento global? Molion - É provável que existam interesses econômicos por detrás disso, uma vez que os países que dominam o IPCC são os mesmos países que já saíram beneficiados lá atrás.
ISTOÉ - Não é teoria conspiratória concluir que há uma tentativa de frear o desenvolvimento dos países emergentes? Molion - O que eu sei é que não há bases sólidas para afirmar que o homem seja responsável por esse aquecimento que, na minha opinião, já acabou. Em 1798, Thomas Malthus, inglês, defendeu que a população dos países pobres, à medida que crescesse, iria querer um nível de desenvolvimento humano mais adequado e iria concorrer pelos recursos naturais existentes. É possível que a velha teoria malthusiana esteja sendo ressuscitada e sendo imposta através do aquecimento global, porque agora querem que nós reduzamos o nosso consumo de petróleo, enquanto a sociedade americana, sozinha, consome um terço do que é produzido no mundo.
ISTOÉ - Para aceitar a tese do sr., é preciso admitir que há desonestidade dos cientistas que chancelam o diagnóstico do aquecimento global... Molion - Eu digo que cientistas são honestos, mas hoje tem muito mais dinheiro nas pesquisas sobre clima para quem é favorável ao aquecimento global. Dinheiro que vem dos governos, que arrecadam impostos das indústrias que têm interesse no assunto. Muitos cientistas se prostituem, se vendem para ter os seus projetos aprovados. Dançam a mesma música que o IPCC toca.
ISTOÉ - O sr. se considera prejudicado por defender a linha oposta? Molion - Na Eco 92, eu debati com o Mario Molina, que foi quem criou a hipótese de que os clorofluorcarbonos estariam destruindo o ozônio. Ele, em 1995, virou prêmio Nobel de Química. E o professor Molion ficou na geladeira. De 1992 a 1997 eu não fui mais convidado para nenhum evento internacional. Eu tinha US$ 50 mil que o Programa das Nações Unidas havia repassado para fazer uma pesquisa na Amazônia e esse dinheiro foi cancelado.
Em 1987, sob Thatcher, países subdesenvolvidos foram obrigados a eliminar os CFCs. Foi uma das condições impostas pelo FMI
ISTOÉ - O cenário que o sr. traça inclui ou exclui o temor de cidades litorâneas serem tomadas pelo aumento do nível dos oceanos? Molion - Também nesse aspecto, o que o IPCC diz não é verdade. É possível que, com o novo ciclo de resfriamento, o gelo da Groenlândia possa aumentar e pode ser até que haja uma ligeira diminuição do nível do mar.
ISTOÉ - Pela sua tese, seria o começo de uma nova era glacial? Molion - Como já faz 15 mil anos que a última Era Glacial terminou, e os períodos interglaciais normalmente são de 12 mil anos, é provável que nós já estejamos dentro de uma nova era glacial. Obviamente a temperatura não cai linearmente, mas a tendência de longo prazo certamente é decrescer, o que é mau para o homem. Eu gostaria muito que houvesse realmente um aquecimento global, mas na realidade os dados nos mostram que, infelizmente, estamos caminhando para um resfriamento. Mas não precisa perder o sono, porque vai demorar uns 100 mil anos para chegar à temperatura mínima. E quem sabe, até lá, a gente não encontre as soluções para a humanidade.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

OCORRÊNCIAS

1 - Palestra Encontro com Notáveis.A Palestra, Encontro com Notáveis" CIEAM, acontecerá, no dia 27 de Setembro no horário de 18:00 às 21:00 horas na Plenária. Público estimado em 1000 pax - maiores informações pelos fones 3633-3411 ou 3633-3619 Sra. Neri.
2 - Parque Nacional do Jaú em exposição no Amazonas Shopping
A Exposição em Comemoração ao 25 anos de criação do Parque Nacional do Jaú acontece na praça central do Amazonas Shopping até o dia 30 de setembro. A mostra é uma promoção do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama) em parceria com o Instituto Chico Mendes, tendo como objetivo mostrar não apenas as paisagens deslumbrantes do local, mas divulgar e informar as pessoas quanto às diversas atividades desenvolvidas no parque. Informações pelo fone: 8131- 0990

3 - Palestras com grandes nomes do teatro nacional em Manaus
O 4° Festival de Teatro da Amazônia discute a arte cênica e todas as suas formas em palestras que terão por objetivo abrir espaço para a troca de experiências entre todos os envolvidos no mundo do teatro de uma maneira geral, de diretores a apreciadores, permitindo a geração de críticas construtivas a respeito do tema. O evento vai acontecer entre os dias 8 e 12 de outubro, no Teatro Gebes Medeiros.

4 - Palestras conscientizam contra a exploração infantil
As palestras de sensibilização contra a exploração sexual de crianças e adolescentes do “Programa Turismo Sustentável & Infância” acontecem nos dias 26 e 29 de outubro, no auditório do Senac. O evento é uma ação do Governo em parceria com o Ministério do Turismo e o Centro de Excelência de Turismo da Universidade de Brasília destinado à entidades de classe, órgãos públicos, Universidade e Trade.

5 - Hemoam promove cursos na área de saúde
A Fundação Hemoam em comemoração aos seus 25 anos de existência abre inscrições para cinco cursos na área de saúde previstos para o mês de outubro. Os cursos na área de Imunohematologia, Doenças Infecciosas Transmissíveis por Transfusão entre outros serão realizados no Auditório do hemocentro, das 14h30 às 17h30. Mais informações pelo telefone 3655-0114.

6 - Curso de mestrado do Inpa As inscrições para o processo de seleção dos Programas de Mestrado do Programa Integrado de Pós-Graduação em Biologia Tropical e Recursos Naturais (PIPGBTRN) foram prorrogadas pela Comissão Conjunta de Pós-Graduação (CCPG) do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), até 28/09 (sexta-feira). Os interessados devem procurar a Secretaria Geral da Pós-Graduação, no campus I do INPA.
Inscrições para o vestibular da UfamAs inscrições para o vestibular da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) começaram dia 24 de setembro indo até o dia 11 de outubro. A UFAM está oferecendo 2.077 vagas nas áreas de biológicas, exatas, agrárias e humanas. A taxa de inscrição é de R$ 50. Mais informações pelo site http://www.comvest.ufam.edu.br/.

7 - Concurso público para SemedUm novo concurso público para contratação de professores efetivos para a rede municipal de ensino deve ser realizado em novembro pela Prefeitura de Manaus. A publicação do edital com as regras do concurso está previsto para a primeira quinzena do próximo mês de outubro.
8 -Astronauta Marcos Pontes faz palestra em Manaus
Apalestra motivacional “Conquiste seu espaço superando desafios”, será ministrada pelo astronauta Marcos Pontes, no dia 26 de setembro, no Dulcila da Ponta Negra. Outras informações e reservas pelo fone: 3233-5200.

terça-feira, 25 de setembro de 2007

LADRÃO QUE ROUBA LADRÃO (fonte: http://www.rotinadeumadvogado.blogspot.com/)


Hoje, uma visita inusitada. Um cidadão entra em pãnico dizendo que sua casa foi invadida por policiais no último fim de semana.
Arrombaram a porta durante o jantar (noite, portanto, ilegal) alegando o de sempre: denúncia anônima. Que este seria traficante, teria drogas e armas em casa e principalmente grande valor em dinheiro.
Olhem o diálogo:
A. Doutor, fui roubado!!!
B. Como foi isso?A. A policia entrou na minha casa me acusando de ser traficante. Quebraram tudo!B. O que houve? Roubaram? Como assim?
A. Levaram R$ 4.000,00 da gaveta, uma máquina digital, um cordao de ouro, uma pulseira e o videogame do meu filho. Nem terminei de pagar o videogame e as jóias!
Continuou:
Doutor, não quero fazer confusão. Tenho é medo, O problema é que a mulher que me vendeu as jóias está me cobrando e eu nao tenho como pagar. Tem como pegar o cordão de volta?
Confesso que não me assustei com o ocorrido, mas sim com o o desejo dele de querer parte dos objetos de volta. Normalmente nao querem. Ou nao tem como provar a origem ou simplesmente TODOS morrem de medo dos "gambé", dos "mata-cachorro".
Afirmou ter conseguido o número do telefone celular do invetigador que comandou a tal diligencia. Liguei. Disse que era advogado e precisava conversar com ele. Repondeu que iria até lá.
Quando chegou, ficou alterado quando viu o tal senhor lá. Pedi a ele que ouvisse.
Após o senhor dizer que nao queria o dinheiro de volta mas somente as jóias, fez uma cara de surpresa, pegou o celular da cintura e gritou para a pessoa no outro lado da linha:
- Porra, não dá pra confiar mesmo em voces. Voces disseram que nao tinha jóias e nem dinheiro.
Dá pra acreditar? A equipe enganou o chefe!!!
Muito contrariado disse que nao sabia de jóias, mas apenas do dinheiro e que achou que fosse apenas R$ 1.000,00, pois recebeu apenas R$ 250,00 (eram 4 policiais ao todo).
Prometeu tomar providencias contra os larápios e descobrir os pilantras que pegaram as jóias.
Isso é mais normal do que se imagina. Isso sim é típico da rotina de um advogado criminalista. Uma tristeza.