Pesquisa

Google
Mostrando postagens com marcador (JUSTIÇA). Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador (JUSTIÇA). Mostrar todas as postagens

terça-feira, 2 de outubro de 2007

HOMEM FORTE DO TJ-AM NOMEADO IRREGULARMENTE


O desembargador Hosannah Florêncio, presidente do Tribunal de Justiça, errou, voluntariamente ou não, ao nomear para o cargo de técnico judiciário (S05) seu principal assessor e responsável pelo controle interno do tribunal, Messi Elmer Vasconcelos de Castro.
A razão é que Elmer não foi aprovado em concurso para o cargo, que exige nível superior, mas sim no de Técnico Judiciário Auxiliar (T21). Hosannah, ao assinar a o Ato nº 927/2007, publicado no Diário Oficial de 4 de setembro ( veja fac-simile) incorreu em improbidade administrativa e pode ser acionado judicialmente por eventuais prejudicados, uma vez que Elmer ou passou na frente de outros candidatos ou o tribunal criou mais uma vaga, que não existia, considerando o número de aprovados.
O episódio chama a atenção porque aponta desvios numa administração que vem tentando moralizar o Tribunal e denunciando uma série de erros, inclusive fraudes na distribuição de processos.Ademais,é razoável lembrar que o controle interno, exercido atualmente por Messi Elmer Vasconcelos de Castro é função de confiança criada para também identificar desvios ou irregularidades praticadas contra a administração pública.
A nomeação de Elmer para o cargo diferente do qual foi aprovado em concurso, é revelador de que as irregularidades no TJ-Am não cessaram, e esta, como as outras, precisam ser esclarecidas. Para você não ter dúvidas, veja a relação dos aprovados no último concurso do tribunal e o cargo para o qual Elmer concorre:
Fonte: Blog do Holanda

domingo, 30 de setembro de 2007

TJA inaugura 3ª Vara de Entorpecentes




Para diminuir a sobrecarga das duas Varas de Entorpecentes, que hoje acumulam cerca de 4mil processos, foi inaugurada na última sexta(28/09) a 3ª Vara Especializada em Crime de Uso e Tráfico de Entorpecentes (Vecute), que vai funcionar no lugar da extinta 3ª Vara de Família, no Fórum Henoch Reis, sob a titularidade do juiz Julião Sobral. A 3ª Vecute já nasce virtualizada, explica o coordenador de informática do TJA, Roberto Taketomi, o sistema, denominado de PG5, já está configurado para atender a recém criada Vara. O inquérito entregue pela polícia pode ser imediatamente digitalizado dando uma dinâmica que dispensa ritos e procedimentos que alongam o tempo de trâmite e decisão do processo.“O principal objetivo é combater a morosidade”, garante Taketomi.Até que haja equilíbrio entre as três Varas em relação ao número de processos, a nova Vecute receberá todos os litígios relativos ao uso e tráfico de drogas, dando condições de aumentar a produtividade das Varas anteriores.Velocidade A criação da Vara foi anunciada no último dia 16 de julho pelo presidente do TJA, desembargador Hosannah Florêncio de Menezes, e a instalação estava prevista para outubro, mas a recente rebelião no Instituto Prisional Antônio Teixeira (Ipat) antecipou a inauguração.De acordo com o próprio desembargador, muitos dos presos provisórios têm processos tramitando nas Vecutes. Para Hosannah, atualmente as duas Varas de entorpecentes não dão mais conta do número de processos.“O fato é que há um acúmulo de trabalho e não poderíamos ficar parados. Vamos tentar resolver essa questão com a nova Vecute”.

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

JUIZ DIZ QUE TONY ESTAVA NO CORREDOR DA MORTE (fonte: blog do holanda)


O juiz Carlos Zamith diz que “todo mundo sabia que Tony estava no corredor da morte . -Eu, como pessoa, posso dizer qualquer coisa sobre o caso, inclusive que o Tony deveria ser picado em pedacinhos, queimado vivo. Qualquer um de nós pode dizer isso, dada a aversão que o crime provoca, ainda mais considerando a magnitude dos que ele é acusado de ter praticado. -Mas esse comportamento raivoso, com sangue escorrendo pela boca, também é sinal de barbárie. Agir assim é ser tão bárbaro quanto o Tony, ou pior. Assim como foram um ato de barbárie os supostos assassinatos praticados por Tony (ele ainda não havia sido julgado).-E, antes que venham me repreender por eu estar defendendo um suposto assassino, lembro que em nosso País não existe pena de morte nem de tortura. Se quiserem legitimar esses atos, mudem a Constituição e aí eu vou me conformar.- Hoje nós voltamos à idade da pedra e isso me deixa envergonhado.-Somos todos culpados. Eu assumo minha culpa. Nós, principalmente, que militamos na área jurídica, muita das vezes fazemos ouvidos de mercador às queixas dos presos que nos chegam, alegando risco de morte, embora alguns venham mascaradas por pedidos graciosos de presos que querem desfrutar regalias nos quartéis da PM. E aí deixamos tudo como está.- Mas essa morte do Tony, não, essa estava anunciada.Veja o blog do juiz Carlos Zamith acessando: www.diariodeumjuiz.com

terça-feira, 25 de setembro de 2007

TIRO PELA CULATRA



Justiça joga areia na farofa dos transportes

Um banho de sal grosso ou uma urinada de Negão são as duas recomendações mais imediatas e adequadas à gestão dos transportes de Manaus, do prefeito Serafim Corrêa, que já admite recorrer ao batuque de Joana Galante caso a urucubaca que o persegue continue a propiciar lances de detonação administrativa cíclica e eleitoralmente explosiva. Para se ter uma idéia, mal começou e a licitação do sistema de Transporte Coletivo de Manaus já foi suspensa. É muito azar para quem esperava empinar a própria curica junto aos usuários dos transportes em Manaus. De todas as terapias umbandistas é evidente que Sarafa não topa a urinada de Negão, por motivos que não é preciso explicar. A nova via crucis jurídica, que teve início na manhã de ontem com a abertura dos envelopes das empresas participantes, foi abortado poucas horas depois por uma liminar concedida pela juíza Ana Maria de Oliveira Diógenes, que deferiu ação cautelar movida pelo Ministério Público Estadual (MPE). E a prosopopéia é muito simples: o edital elaborado pela prefeitura de Manaus favorece a formação de monopólio, uma argumentação considerada esdrúxula pela prefeitura que promete recorrer. E já!
Epistemologia monopolista

Um bate-boca foi ensaiado na redação do Maskate por conta da conceituação epistemológica do termo Monopólio, cujo sentido original e etimológico diz respeito ao controle, mando e gestão de um único indivíduo. Pois é. É esquisito que um amontoado de empresas em disputa seja considerado um único elemento a exercer monopólio. Mas a justiça considerou o tal monopólio - a gestão, mando e controle – de vários como se fosse de um só. E aí a rabo torce a porca, meu irmão! Os ingredientes dessa gororoba tem muito a ver com a tentativa mal sucedida de revisão das taxas de IPTU, uma cobrança ridíciula no caso da maioria dos imóveis dos bacanas das cidades que estipulam um valor venal que nada tem a ver como valor real de suas propriedades. Para prejuízo e dano da cidade...

Tiro pela culatra

Mais uma vez, no embate com o Ministério Público, a Prefeitura, tudo indica, começa a levar a pior e ver seus bons propósitos serem transformados em indício de uma mistura explosiva de amadorismo e traquinagem. E de quebra um prato cheio para o cordão da resistência oposicionista deitar e rolar na autopromoção. A abertura dos respectivos envelopes ocorreu por volta das 8h desta segunda-feira e para surpresa geral apenas um consórcio, o Transportes Urbanos Manaus Sociedade de Propósito Específico LTDA (Transmanaus), participou desta fase do processo. A Transmanaus é uma Sociedade de Propósito Específico (SPE), uma categoria funcional proposta pela prefeitura e que foi formada por nove empresas, das quais três já operam na capital amazonense. A razão de compor o SPE era exatamente evitar o maldito monopólio, mas o tiro saiu pela culatra. Pêlo em ovo

É evidente que não dá para mandar às profundas de Belzebu os empreendedores que aqui estão. Por isso, a eles se juntaram empresas de outros Estados para formar as nove empresas que se juntaram para participar da licitação, São elas: Transamazônia LTDA, Viação Açaí LTDA, Capital do Café Transporte Coletivo de Passageiros LTDA, Rondônia Comércio e Extração de Minerais LTDA, Regional Amazonas LTDA, Auto Ônibus Santo André LTDA, São José, TCA e Vitória Régia. Como a justiça se especializou em identificar pelo em ovo, nova argumentação se fixou na obrigatoriedade de as empresas participarem da licitação por meio de SPEs que embasou a ação movida pelo Ministério Público. "Com este edital, a prefeitura institucionaliza o monopólio e impede a livre concorrência", segundo as profecias jurídicas de Edilson Martins, um promotor que se põe além do Bem e do Mal. IPTU rides again!

A experiência robinhoodiana de Serafim Corrêa no episódio maldito do IPTU parece uma farsa se repetir como tragédia na retina cinematográfica da gestão municipal. Afinal, não está em jogo a transparência e a urgência da problemática dos transportes. O grande argumento é sempre a defesa na ótica dos bacanas, como ocorreu com o IPTU, vencido por goleada pelos barões da Ponta Negra com apoio e torcida da OAB, Ministério Público e a direção da Rede Globo baré. "Se eu for um empresário rico, que não preciso de sócios quebrados, eu não posso participar da licitação". Esta é a frase da promotoria que resume o enredo, o script e a conclusão da comédia viária de Manaus. Para o MP, empresas que queiram participar sozinhas da licitação, por exemplo, não podem fazê-lo porque o documento exige que, para entrar na concorrência, é preciso formar uma SPE. E quem tem competência de encarar sozinho essa urbana? A conversa é atravessada, mole e pra boi dormir...

Kafka vomitária Apoplético e descabelado, o presidente do Instituto Municipal de Transportes Urbanos (IMTU), Marcelo Ramos, demorou a entender o tamanho da presepada e da força política que ela encerra nessa e em qualquer outra parada em que o prefeito queira por fim ao festival de promiscuidade em que foi transformado o sistema de transportes coletivos de Manaus. Caberia perguntar onde estava a OAB e o Ministério Público quando os tubarões dos transportes combinava com a prefeitura uma planilha fraudulenta e traquina para assaltar os usuários dos transportes que financiavam a relação apodrecida entre os tubarões os políticos? Para Marcelo Ramos, a acusação de que o edital favorece a formação de monopólio é improcedente e desprovida de sentido. "Um monopólio acontece quando uma empresa detém a oferta de um produto ou serviço e controla o preço. Isso não vai acontecer aqui porque quem determina o preço da tarifa é a prefeitura, não a empresa”. Pois é, neste processo, até Kafka vomitaria. Fonte/Autor: maskate