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quinta-feira, 4 de outubro de 2007

GOOGLE PROVA QUE BACHAREIS FORAM REPROVADOS NO EXAME DA ORDEM

A maioria dos 94 bacharéis que são acusados de comprar a carteira da OAB/AM não passaram na prova da CESPE. O blog fez uma verificação simples no site da CESPE e constatou que o nome de cada um dos bacharéis não apareceu na listagem final do Exame da Ordem de 2006.2, 2006.3, contudo conforme a Policia Federal constatou, um funcionario da secretaria da seccional da OAB/AM incluia os nomes dos bacharéis após a divulgação da listagem final.
Outra forma de verificar se o bacharel passou ou não na prova da CESPE é colocar seu nome completo entre aspas no GOOGLE BUSCAS (http://www.google.com/), caso ele tenha passado nas duas provas (prova objetiva e subjetiva) aparecerá, por exemplo o seguinte na mesma tela:
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APROVADA REGULARMENTE
"Alessandra Trigueiro Zacarias" -
[PDF]
ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL SECCIONAL DO AMAZONAS EXAME DE ORDEM ...
Formato do arquivo: PDF/Adobe Acrobat - Ver em HTML00001971 Aldeney Goes Alves. 60.00. 00002978 Alessandra Trigueiro Zacarias. 50.00. 00007270 Alex Coelho da Costa. 52.00. 00005745 Alexander de Souza Pinto ...www.cespe.unb.br/concursoS/OAB2006_2/OAB_AM/arquivos/ED%202006%20OAB_AM%203%20res%20fin%20obj.pdf - Páginas Semelhantes - Anotar isso
[PDF]
ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL SECCIONAL DO AMAZONAS EXAME DE ORDEM ...
Formato do arquivo: PDF/Adobe Acrobat - Ver em HTMLAldeney Goes Alves. 7.00. 00007112. Aldervan Souza Cordovil. 6.00. 00002978. Alessandra Trigueiro Zacarias. 8.00. 00002791. Alexandre Fleming Neves de Melo ...www.cespe.unb.br/concursos/oab2006_2/OAB_AM/arquivos/ED%202006%20OAB_AM%206%20res%20fin%20ex%20de%20ordem.pdf - Páginas Semelhantes - Anotar isso[ Mais resultados de www.cespe.unb.br ]
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No exemplo acima a Bacharel passou com 50,00 pontos na primeira fase e 8,00 na prova subjetiva (2a. fase), parabéns a nova advogada.
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Contudo, quando se faz o mesmo teste com um dos nomes da lista dos acusados ocorre o seguinte:
REPROVADO NA CESPE
"Ana Clara Soares Ladeira"
[PDF]
ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL SECCIONAL DO AMAZONAS EXAME DE ORDEM ...
Formato do arquivo: PDF/Adobe Acrobat - Ver em HTMLCaroline Lemos Collyee / 00006018, Ana Clara Soares Ladeira / 00001617, Ana Cláudia Conde. Vieiralves / 00003944, Ana Isabela Gil de Brito / 00004022, ...www.cespe.unb.br/CONCURSOS/OAB2006_2/OAB_AM/arquivos/Ed%202006%20OAB_AM%202%20deferidos%20e%20locais.pdf - Páginas Semelhantes - Anotar isso
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Nesse caso só aparecerá o numero de inscrição na prova da Cespe, sem contudo aparecer alguma nota, pois a mesma foi reprovada logo na primeira prova objetiva não alcançando o minimo exigido, ou seja, 50%.
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Faça o teste você mesmo, abaixo a lista completa.

SOBRINHA DE AMAZONINO COMETE SUICÍDIO

JOGOU-SE DO 15ª ANDAR - A funcionária do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística(IBGE), Ana Lúcia Prado Negreiros, sobrinha do ex-governador Amazonino Mendes, se jogou do 15ª andar do prédio onde trabalhava, na rua Guilherme Moreira, por volta de 13 horas, e teve morte instantânea. Seu pai José Ubirajara, esteve no local mas se negou a dar informações. Ana tem o mesmo sobrenome de dona Tarcila, esposa do ex-governador.Funcionários do IBGE contaram para o Blog que Ana Lúcia começou a trabalhar em fevereiro, no regime temporário, e que seu contrato se encerraria no próximo mês. Mas era um colega extrovertida e alegre. Notaram, entretanto, que desde segunda-feira seu comportamento mudou. Estava triste e arredia. No entanto, não souberam explica o que motivou o suicídio da colega.

CEM HOMENS DA PM INVADEM MAUAZINHO


A Polícia Militar está realizando uma operação no bairro Mauazinho neste momento, em busca de drogas. São 25 viaturas e mais de 100 homens. Tentam o cumprimento de cinco mandados de busca e apreensão. A operação deve durar o dia todo. No comando está o major Gonzaga. Foram detidos Jeremias Vieira da Silva, o Cavalo, foragido da penitenciária Anísio Jobim, e uma menor de 15 anos, namorada do traficante João Branco, transferido semana passada para uma penitenciaria federal em Mato Grosso. A operação surgiu depois que a Polícia descobriu que os líderes das rebeliões nas penitenciárias da cidade mantinham pontos de drogas no bairro. Ações idênticas estão sendo desenvolvidas em outras áreas da cidade.
fonte: blog do holanda

DIGA NÃO A SERAFIM


SERAFIM QUER REESCREVER A HISTÓRIA. VOCÊ PODE DIZER NÃO - Manaus é uma cidade sem identidade e sem história. Há um desleixo com o passado e uma valorização exacerbada do presente, particularmente daquilo que provoca lucro. Foi em razão da força do progresso que parte do patrimônio histórico cabou destruída para dar lugar a prédios suntuosos em áreas valorizadas pelo mercado imobiliário. Agora, o prefeito Serafim Correa, em nome de uma festa, o Boi-Manaus, quer mudar a data em que Manaus foi elevada a categoris de cidade, fato ocorrido em 24 de outubro de 1848. Na verdade, o argumento é que a data permanece, mas as comemorações se tornam “móveis”. Se esse fosse o objetivo, não haveria a necessidade de uma lei. Bastava fixar as comemorações para data conveniente. Como história também é costume, o aniversário, na prática, muda. Imagine mudar a data do descobrimento do Brasil. Cabral não teria aportado aqui em 22 de abril de 1.500, mas no dia 24 ? Possível ? Claro, para um bom descendente de lusitanos, que aliás descobriram o Brasil. Mas o fato de ter sangue lusitano não dá a Serafim o direito de recriar Manaus.
fonte: blogdoholanda

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

WALLACE PERDE A CORAGEM


Conhecido como "irmão coragem", o deputado Wallace Souza fraquejou hoje. Assistiu tenso a reunião do Pleno do Supremo Tribunal Federal, pela TV, e, diante da decisão dos ministros de adiarem para amanhã a o julgamento do mérito dos recursos nos quais três partidos pedem que decidam se os mandatos pertencem aos partidos ou não, ele resolveu desistir de deixar o PP. Amarelou, literalmente, disse um de seus assessores, que pediu para não ser identificado."O Wallace não está bem de saúde e essa ansiedade o está matando", disse o assessor. "Melhor é ficar no PP e engolir o Garcia", concluiu.Wallace perdeu a liderança do PP na Assembléia Legislativa, quando, há três meses, anunciou que deixaria o partido. Tentou negociar o comando do PTC, mas foi preterido.Wallace não queria migrar para um partido, queria comandar um partido. Seu sonho, como o irmão Carlos Souza, era ser um cacique. Não deu. Fica no PP, sem liderança e sem perspectiva até mesmo de reeleição, pelo desgaste sofrido nos últimos meses.
fonte: blog do holanda

"Aquecimento Global é terrorismo climático"

Pesquisador diz que tendência dos próximos anos é o esfriamento da Terra e que efeito estufa é tese manipulada pelos países ricosPor RODRIGO RANGEL
O professor Luiz Carlos Molion é daqueles cientistas que não temem nadar contra a corrente. Na Rio 92 (ou Eco 92), quando o planeta discutia o aumento do buraco na camada de ozônio, ele defendeu que não havia motivo para tamanha preocupação.
Numa conferência, peitou o badalado mexicano Mario Molina, mais tarde Nobel de Química, um dos primeiros a fazer o alerta. Agora, a guerra acadêmica de Molion tem outro nome: aquecimento global. Pós-doutor em meteorologia formado na Inglaterra e nos Estados Unidos, membro do Instituto de Estudos Avançados de Berlim e representante da América Latina na Organização Meteorológica Mundial, esse paulista de 61 anos defende com veemência a tese de que a temperatura do planeta não está subindo e que a ação do homem, com a emissão crescente de gás carbônico (CO2) e outros poluentes, nada tem a ver com o propalado aquecimento global. Boa notícia?
Nem tanto, diz. Molion sustenta que está em marcha um processo de resfriamento do planeta. "Estamos entrando numa nova era glacial, o que para o Brasil poderá ser pior", pontifica. Para Molion, por trás da propagação catastrófica do aquecimento global há um movimento dos países ricos para frear o desenvolvimento dos emergentes. O professor ainda faz uma reclamação: diz que cientistas contrários à tese estão escanteados pelas fontes de financiamento de pesquisa.
ISTOÉ - Com base em que o sr. diz que não há aquecimento global? Molion - É difícil dizer que o aquecimento é global. O Hemisfério Sul é diferente do Hemisfério Norte, e a partir disso é complicado pegar uma temperatura e falar em temperatura média global. Os dados dos 44 Estados contíguos dos EUA, que têm uma rede de medição bem mantida, mostram que nas décadas de 30 e 40 as temperaturas foram mais elevadas que agora. A maior divergência está no fato de quererem imputar esse aquecimento às atividades humanas, particularmente à queima de combustíveis fósseis, como petróleo e carvão, e à agricultura, atrás da agropecuária, que libera metano. Quando a gente olha a série temporal de 150 anos usada pelos defensores da tese do aquecimento, vê claramente que houve um período, entre 1925 e 1946, em que a temperatura média global sofreu um aumento de cerca de 0,4 grau centígrado. Aí a pergunta é: esse aquecimento foi devido ao CO2?
Como, se nessa época o homem liberava para a atmosfera menos de 10% do que libera hoje? Depois, no pós-guerra, quando a atividade industrial aumentou, e o consumo de petróleo também, houve uma queda nas temperaturas.
ISTOÉ - Qual seria a origem das variações de temperatura? Molion - Há dez anos, descobriu-se que o Oceano Pacífico tem um modo muito singular na variação da sua temperatura.
Me parece lógico que o Pacífico interfira no clima global. Primeiro, a atmosfera terrestre é aquecida por debaixo, ou seja, temos temperaturas mais altas aqui na superfície e à medida que você sobe a temperatura vai caindo - na altura em que voa um jato comercial, por exemplo, a temperatura externa chega a 45 ou 50 graus abaixo de zero. Ora, o Pacífico ocupa um terço da superfície terrestre. Juntando isso tudo, claro está que, se houver uma variação na temperatura da superfície do Pacífico, vai afetar o clima.
ISTOÉ - O IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática, da ONU) está errado?Molion - O painel não leva em consideração todos os dados. Outra coisa que incomoda bastante, e que o Al Gore [exvice- presidente dos EUA e estrela do documentário Uma verdade inconveniente, sobre mudanças no clima] usa muito, é a concentração de CO2. O IPCC diz claramente que a concentração atingida em 2005, de 339 partes por milhão, ou ppm, foi a maior dos últimos 650 mil anos. Isso é uma coisa ridícula. Eles usam uma série iniciada em 1957 e não fazem menção a medições de concentração de gás carbônico anteriores. É como se nunca ninguém tivesse se preocupado com isso.
O aumento de CO2 não é um fenômeno novo. Nos últimos 150 anos, já chegou a 550, 600 ppm.
Como é que se jogam fora essas medidas? Só porque não interessam ao argumento? O leigo, quando vê a coisa da maneira que é apresentada, pensa que só começaram a medir nos últimos 50 anos. O Al Gore usou no filme a curva do CO2 lá embaixo há 650 mil anos e, agora, decolando. Ridículo, palhaço.
ISTOÉ - Esses temores são cíclicos? Molion - Eu tenho fotos da capa da Time em 1945 que dizia: "O mundo está fervendo." Depois, em 1947, as manchetes diziam que estávamos indo para uma nova era glacial. Agora, de novo se fala em aquecimento. Não é que os eventos sejam cíclicos, porque existem muitos fatores que interferem no clima global.
Sem exagero, eu digo que o clima da Terra é resultante de tudo o que ocorre no universo. Se a poeira de uma supernova que explodiu há 15 milhões de anos for densa e passar entre o Sol e a Terra, vai reduzir a entrada de radiação solar no sistema e mudar o clima. Esse ciclo de aquecimento muito provavelmente já terminou em 1998. Existem evidências, por medidas feitas via satélite e por cruzeiros de navio, de que o oceano Pacífico está se aquecendo fora dos trópicos - daí o derretimento das geleiras - e o Pacífico tropical está esfriando, o que significa que estamos entrando numa nova fase fria. Quando esfria é pior para nós.
ISTOÉ - Por que é pior? Molion - Porque quando a atmosfera fica fria ela tem menor capacidade de reter umidade e aí chove menos. Eu gostaria que aquecesse realmente porque, durante o período quente, os totais pluviométricos foram maiores, enquanto de 1946 a 1976 a chuva no Brasil como um todo ficou reduzida.
O aumento de CO2 não é novo. Nos últimos 150 anos, já atingiu 600 ppm. Mas o Al Gore usou a curva do CO2 de 650 mil anos atrás
ISTOÉ - No que isso pode interferir na vida do brasileiro? Molion - As conseqüências para o Brasil são drásticas. O Sul e o Sudeste devem sofrer uma redução de chuvas da ordem de 10% a 20%, dependendo da região. Mas vai ter invernos em que a freqüência de massas de ar polar vai ser maior, provocando uma freqüência maior de geadas. A Amazônia vai ter uma redução de chuvas e, principalmente, a Amazônia oriental e o sul da Amazônia vão ter uma freqüência maior de seca, como foi a de 2005. O Nordeste vai sofrer redução de chuva. O que mais me preocupa é que, do ponto de vista da agricultura, as regiões sul do Maranhão, leste e sudeste do Pará, Tocantins e Piauí são as que apresentam sinais mais fortes. Essas regiões preocupam porque são a fronteira de expansão da soja brasileira. A precipitação vai reduzir e certamente vai haver redução de produtividade. Infelizmente, para o Brasil é pior do que seria se houvesse o aquecimento.
ISTOÉ - A quem interessaria o discurso do "aquecimento"? Molion - Quando eu digo que muito provavelmente estamos num processo de resfriamento, eu faço por meio de dados. O IPCC, o nome já diz, é constituído de pessoas que são designadas por seus governos. Os representantes do G-7 não vão aleatoriamente. Vão defender os interesses de seus governos. No momento em que começa uma pressão desse tipo, eu digo que já vi esse filme antes, na época do discurso da destruição da camada de ozônio pelos CFCs, os compostos de clorofluorcarbonos. Os CFCs tinham perdido o direito de patente e haviam se tornado domínio público. Aí inventaram a história de que esses compostos estavam destruindo a camada de ozônio. Começou exatamente com a mesma fórmula de agora. Em 1987, sob liderança da Margaret Thatcher, fizeram uma reunião em Montreal de onde saiu um protocolo que obrigava os países subdesenvolvidos a eliminar os CFCs. O Brasil assinou. Depois, ficamos sabendo que assinou porque foi uma das condições impostas pelo FMI para renovar a dívida externa brasileira. É claro que o interesse por trás disso certamente não é conservacionista.
ISTOÉ - Mas reduzir a emissão de CFCs não foi uma medida importante?Molion - O Al Gore no filme dele diz "nós resolvemos um problema muito crucial que foi a destruição da camada de ozônio". Como resolveram, se cientistas da época diziam que a camada de ozônio só se recuperaria depois de 2100?
Na Eco 92, eu disse que se tratava de uma atitude neocolonialista. No colonialismo tradicional se colocam tropas para manter a ordem e o domínio. No neocolonialismo a dominação é pela tecnologia, pela economia e, agora, por um terrorismo climático como é esse aquecimento global. O fato é que agora a indústria, que está na Inglaterra, França, Alemanha, no Canadá, nos Estados Unidos, tem gases substitutos e cobra royalties de propriedade. E ninguém fala mais em problema na camada de ozônio, sendo que, na realidade, a previsão é de que agora em outubro o buraco será um dos maiores da história.
ISTOÉ - O sr. também vê interesses econômicos por trás do diagnóstico do aquecimento global? Molion - É provável que existam interesses econômicos por detrás disso, uma vez que os países que dominam o IPCC são os mesmos países que já saíram beneficiados lá atrás.
ISTOÉ - Não é teoria conspiratória concluir que há uma tentativa de frear o desenvolvimento dos países emergentes? Molion - O que eu sei é que não há bases sólidas para afirmar que o homem seja responsável por esse aquecimento que, na minha opinião, já acabou. Em 1798, Thomas Malthus, inglês, defendeu que a população dos países pobres, à medida que crescesse, iria querer um nível de desenvolvimento humano mais adequado e iria concorrer pelos recursos naturais existentes. É possível que a velha teoria malthusiana esteja sendo ressuscitada e sendo imposta através do aquecimento global, porque agora querem que nós reduzamos o nosso consumo de petróleo, enquanto a sociedade americana, sozinha, consome um terço do que é produzido no mundo.
ISTOÉ - Para aceitar a tese do sr., é preciso admitir que há desonestidade dos cientistas que chancelam o diagnóstico do aquecimento global... Molion - Eu digo que cientistas são honestos, mas hoje tem muito mais dinheiro nas pesquisas sobre clima para quem é favorável ao aquecimento global. Dinheiro que vem dos governos, que arrecadam impostos das indústrias que têm interesse no assunto. Muitos cientistas se prostituem, se vendem para ter os seus projetos aprovados. Dançam a mesma música que o IPCC toca.
ISTOÉ - O sr. se considera prejudicado por defender a linha oposta? Molion - Na Eco 92, eu debati com o Mario Molina, que foi quem criou a hipótese de que os clorofluorcarbonos estariam destruindo o ozônio. Ele, em 1995, virou prêmio Nobel de Química. E o professor Molion ficou na geladeira. De 1992 a 1997 eu não fui mais convidado para nenhum evento internacional. Eu tinha US$ 50 mil que o Programa das Nações Unidas havia repassado para fazer uma pesquisa na Amazônia e esse dinheiro foi cancelado.
Em 1987, sob Thatcher, países subdesenvolvidos foram obrigados a eliminar os CFCs. Foi uma das condições impostas pelo FMI
ISTOÉ - O cenário que o sr. traça inclui ou exclui o temor de cidades litorâneas serem tomadas pelo aumento do nível dos oceanos? Molion - Também nesse aspecto, o que o IPCC diz não é verdade. É possível que, com o novo ciclo de resfriamento, o gelo da Groenlândia possa aumentar e pode ser até que haja uma ligeira diminuição do nível do mar.
ISTOÉ - Pela sua tese, seria o começo de uma nova era glacial? Molion - Como já faz 15 mil anos que a última Era Glacial terminou, e os períodos interglaciais normalmente são de 12 mil anos, é provável que nós já estejamos dentro de uma nova era glacial. Obviamente a temperatura não cai linearmente, mas a tendência de longo prazo certamente é decrescer, o que é mau para o homem. Eu gostaria muito que houvesse realmente um aquecimento global, mas na realidade os dados nos mostram que, infelizmente, estamos caminhando para um resfriamento. Mas não precisa perder o sono, porque vai demorar uns 100 mil anos para chegar à temperatura mínima. E quem sabe, até lá, a gente não encontre as soluções para a humanidade.